A criação - e destruição - do Dia das Mães

Anna Jarvis, que lutou por e contra o Dia das Mães


O dia das Mães surgiu como uma homenagem às mulheres que perderam seus filhos e maridos durante a Guerra Civil Americana (1861-1865). Pode-se dizer que tudo começou a partir da atuação de Ann Reeves Jarvis, que realizava diversos eventos reunindo a atuação feminina em prol de causas solidárias, associando mães e mulheres de combatentes nortistas na guerra. 

Sua morte, em 1905, não encerrou o ativismo dos grupos e sociedades beneficentes que ela estimulou ou fundou diretamente. Anna Jarvis, sua filha, não teve filhos e ainda assim continuou o trabalho da mãe ativista, instituindo o primeiro Dia das Mães em 1908, quando em 10 de maio famílias se reuniram numa igreja em Graffon, cidade natal de Jarvis, e também em Filadélfia. Nos anos seguintes a celebração foi sendo amplamente difundia até que o presidente Woodrow Wilson definiu, em 1914, que oficialmente o segundo domingo de maio haveria de ser feriado para celebração do Dia das Mães. 

A proposta inicial do Dia das Mães era a promoção de celebrações íntimas e familiares, contudo virou uma oportunidade lucrativa que desagradou sua idealizadora, que tentou promover boicotes e até ações judiciais para impedir a exploração econômica que imediatamente tomou conta da data. Anna Jarvis insistiu em reformular o sentido que foi dado à data até o início da década de 1940, consumindo seus recursos e saúde. 

Anna Jarvis morreu aos 84 anos de idade, em 1948. Na ocasião ela vivia recolhida num asilo em estado de demência. A fundadora do Dia das Mães morreu pobre e sua criação virou um lucrativo evento comercial.


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