Castelos e Construções Medievais - Um castelo cristão na Terra Santa: O Krak des Chevaliers

Krak des Chevaliers, ou "Castelo dos cavaleiros" (mistura de árabe "Krak" com francês "des Chevaliers") era uma das principais fortificações cristãs dos estados cruzados no Oriente Médio.

É considerado por muitos historiadores um dos melhores e mais importante dentre os castelos medievais preservados.



Antes da construção da fortificação que hoje vemos nessas fotos, a região era habitada e ocupada por uma cidade e um forte dos curdos, no século XI. Isso ainda era lembrado durante as Cruzadas, quando a fortificação foi tomada pelos exércitos cristãos, pois muitos árabes ainda o chamavam de "Hisn al Akrad", ou "Castelo dos Curdos".




Assim que as Primeira e Segunda Cruzadas estabeleceram os "reinos" e possessões cristãs na região do Levante, Raymond II, Conde de Trípoli, presenteou, em 1142, os Cavaleiros Hospitalários com a fortaleza, que passou a ser chamada de "Castelo do Hospital", por causa da ordem militar monástica que agora o controlava.

Logo que o receberam do Conde de Trípoli, os Hospitalários começaram a reconstrução e ampliação da fortaleza, se tornando um dos, se não o principal, centro militar dos estados cruzados e da Ordem dos Hospitalários.






Em sua "era de ouro" o castelo podia guarnecer 2 mil soldados bem armados e bem alimentados. Isso permitiu que os Hospitalários pudessem retirar tributos das vilas e cidades de uma área bem ampla, aumentando o "tesouro" da ordem e a cobiça de seus inimigos.

Em 1271, a fortaleza foi tomada pelo Sultão Mameluco Baibars, depois de um sítio que durou 36 dias, que só conseguiu conquistá-la depois de forjar uma carta que era assinada pelo "grão-mestre" dos Hospitalários, levando a guarnição a se render.



Só se passou a se chamar "Krak des Chevaliers" no século XIX, por causa do grande interesse que crescia na comunidade arqueológica sobre os estados cruzados.

Infelizmente entre os séculos XIX e XX, uma vila de árabes foi criada muito próxima ao castelo, danificando possíveis áreas de sítios arqueológicos.

em 1933, 500 habitantes das erdondezas do castelo foram movidos, e a fortaleza virou "propriedade" do governo francês, que se incumbiu da restauração de da manutenção do sítio arqueológico.





Quando a Síria se declarou independente da França, em 1946, o Castelo deixou de ser propriedade do Estado Francês.

Ele fica a 40km ao sul da sidade síria de Homs, bem próximo à fronteira com o Líbano, e o Departamento Administrativo da Cidade de Homs foi nomeado para mantê-lo. Infelizmente, com a guerra civil na Síria ocorrendo, não sabemos qual a situação do castelo ou se ele foi alvo de ataques.


Postado Por: Profº Barbado (curta, comente e compartilhe o História Ilustrada no facebook e o Cabine do Tempo)

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