O surgimento da capoeira


Danse de la Guerre, de Johann Moritz Rugendas, (1835)

Nenhum povo vive eternamente sob o jogo da escravidão sem se revoltar. Com o negro no Brasil não foi diferente. Suas primeiras reações contra o cativeiro foram as fugas e as revoltas individuais e desorganizadas. Com o tempo, sentiu a necessidade de organizar sua resistência contra o opressor e passou a planejar as fugas e a pensar as formas de luta que travaria para se libertar. Também entendeu que precisava de refúgios seguros, longe das fazendas, da polícia e capangas do branco escravocrata.

Para realizar as fugas, o negro entendeu que precisava lutar. Não tinha acesso a armas nem a qualquer outro recurso de guerra. Tinha apenas seu corpo e a vontade férrea de se ver em liberdade. Havia trazido da África lembrança de jogos e "dança das zebras", disputa festiva pelo amor de uma mulher. O próprio trabalho pesado dotava-lhe de força os músculos. Era preciso juntar e canalizar essa agilidade e força para a luta. A observação do comportamento de alguns animais brasileiros, particularmente o lagarto, a cobra e a onça, que atacam e defendem-se com destreza, ajudou na formação de um conjunto de movimentos que reuniu, então, a agilidade, a técnica e a força.

Começaram a ser ensaiadas, inicialmente, as rasteiras, os pulos, as cabeçadas que iriam se desenvolver muito mais posteriormente. Era o início da capoeira, uma dança mortal que sobrevive até hoje como uma legítima arte marcial.

Fonte:http://goo.gl/a39o8

Sobre este site

O Projeto História Ilustrada é uma iniciativa acadêmica apoiada pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) e pela Fundação Antõnio dos Santos Abranches (FASA). Todos os autores deste site são formados ou estudantes do curso superior em História. Nós usamos técnicas de redação compatíveis com a linguagem da internet com o objetivo de disseminar o conhecimento e paixão pelos estudos históricos.