10 raras fotografias de escravos brasileiros feitas 150 anos atrás

Quitandeiras em rua do Rio de Janeiro, 1875 (Marc Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).

Esta publicação é uma pérola, verdadeira uma raridade, creio que todos os brasileiros deveriam ter conhecimento disso. Quando estudamos a escravidão no ambiente escolar não estamos habituados a ver imagens reais de escravos do Brasil. A fotografia é um elemento que aproxima o leitor da realidade, e por conta disso, é muito importante estabelecer este tipo de contato na hora de aprender sobre algum tema.


Uma vez que o Imperador Pedro II era um entusiasta da fotografia, o Brasil se tornou um ambiente favorável à prática da fotografia muito cedo. Durante a segunda metade do século XIX diversos fotógrafos, alguns patrocinados pela Coroa, fizeram valiosos registros da realidade vivida no país. 
As imagens abaixo são do acervo do Instituto Moreira Salles, algumas delas foram feitas há mais de 150 anos. A qualidade do material, tanto no sentido gráfico quanto em detalhes de comentários nas suas legendas, impressiona e aproxima aqueles que querem entender o cenário escravocrata brasileiro.
Elas datam entre 1860 e 1885, período em que movimento abolicionista tomou maiores proporções. São registros muitas vezes idealizados, de tom artístico, se assemelhando às pinturas da época. Diferente de alguns casos de propaganda abolicionista nos Estados Unidos, o objetivo dessas fotos não é denunciar barbaridades.
(clique nas imagens para ampliar)
Lavagem do ouro, Minas Gerais, 1880. (Foto: Marc Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).

Escravos na colheita de café, Vale do Paraíba, 1882 (Marc Ferrez/Colección Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).


Senhora na liteira (uma espécie de "cadeira portátil") com dois escravos, Bahia, 1860 (Acervo Instituto Moreira Salles).


Negra com uma criança branca nas costas, Bahia, 1870. (Acervo Instituto Moreira Salles).


Foto da Fazenda Quititi, no Rio de Janeiro, 1865. Observe o impressionante contraste entre a criança branca com seu brinquedo e os pequenos escravos descalços aos farrapos (Georges Leuzinger/Acervo Instituto Moreira Salles).


Primeira foto do trabalho no interior de uma mina de ouro, 1888, Minas Gerais. (Marc Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).



 A Glória, vista do Passeio Público, Rio de Janeiro, 1861 (Revert Henrique Klumb/Acervo Instituto Moreira Salles).

Escravos na colheita do café, Rio de Janeiro, 1882 (Marc Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).

Negra com o filho, Salvador, em 1884 (Marc Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).

Bônus: no vídeo abaixo estão compiladas mais fotos do Instituto Moreira Salles. São escravos brasileiros de cidades como Recife, Salvador e Rio de Janeiro, vale a pena conferir!

Fontes:

Sobre este site

O Projeto História Ilustrada é uma iniciativa acadêmica apoiada pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) e pela Fundação Antõnio dos Santos Abranches (FASA). Todos os autores deste site são formados ou estudantes do curso superior em História. Nós usamos técnicas de redação compatíveis com a linguagem da internet com o objetivo de disseminar o conhecimento e paixão pelos estudos históricos.

126 comentários:

  1. Riqueza histórica.
    Lindas as fotografias. Mas amei ver as minhas ancestrais slingando os bebês.
    Trago de volta o carregar bebês em carregadores de pano, junto ao corpo.

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    1. Nao tem nada de rico e lindo ver fotografar a dor de homens mulheres e criancas...

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    2. Concordo com vc Al SKmr , lindas fotografias? Existe sofrimento nestas fotografias, angustia, foi isso que els fotografaram, um povo obrigado a trabalhar e sem o direito da liberdade, como sabemos escravizados, não tem nada de bonito ai

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    3. A beleza a que Elisangela se refere é o registro histórico. A dor já ocorreu, passou... o registro íconográfico ficou. Devemos ignorar as imagens e o que ela nos transmite somente pelo fato de serem da escravidão? Pura ignorância.

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    4. Incrível como as pessoas têm a mente tão fechada. Querendo se passar como moralistas. Bela resposta História UnP!

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    5. A dor não passou, ver pessoas nessas condições causa até revolta. Ótimo trabalho fotográfico e registro histórico. Lembremos que as fotos foram tiradas a pouco mais de 100 anos, isso não representa nem duas gerações praticamente.

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    6. Eu não gostei, pode até ser um trabalho artístico, mas imprenssão que dá, é que esse fotógrafo da época queria eufemizar a imagem de escravidão, pois nessas fotos vi somente escravos vestidos e aparentemente conformados com que faziam.

      " A fotografia é um elemento que aproxima o leitor da realidade, e por conta disso, é muito importante estabelecer este tipo de contato na hora de aprender sobre algum tema." Sim, verdade, mas a realidade não era bem essa que vemos nas fotos. A escravidão não foi pacífica, houve muita luta pela liberdade.

      "se assemelhando às pinturas da época." mas é claro, a elite sempre quis por a escravidão como algo normal.

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    7. Me admira ver as pessoas indignadas com fotos de 150 anos atrás, mas achar natural e normal ver todos os dias na tv cenas de estupro, roubo, agressões contra todo tipo de pessoas, o descaso do governo e vem com esse moralismo...em um País sem identidade como o Brasil. Gente hipócrita , vão estudar quem sabem vocês aprendam alguma coisa...

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    8. Este comentário foi removido pelo autor.

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    9. Pelo visto quem precisa estudar é você, pois dizer o Brasil é um país sem identidade?! Francamente, né?

      Qual foi a parte que você não entendeu? Falei e falo novamente, a impressão que dá é de que estão tentando passar a imagem de que a escravidão foi uma coisa branda, suave e de que os escravos eram conformados com a situação, mas na realidade não foi assim, pois foi uma história de garra e resitência, onde o meu povo foi injustiçado, mas lutou, não quero ver suavilizada em fotografias a luta e sofrimento dos meus ancestrais. Independente de ser um trabalho artístico ou não.

      É o mesmo que entrar na favela e fotografar um PM beijando ou abraçando um morador. Sabemos muito bem que não é assim que funciona, a PM entra na favela e não respeita o morador, td q mostram são obras pra inglês ver, e acredito que foi o mesmo intuito desse trabalho fotográfico na época e hoje pode até servir para justificar e ajudar pessoas como vc a acreditar que a escravidão não foi tão ruim como pintam.

      O Brasil foi e é um país injusto, e colocar fotos como essa retratando a escravidão, isso sim é hipocrisia.

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    10. Na verdade, durante o final do século XIX as condições de vida dos escravos melhoram muito, e não tem nada de ilusório nessas fotografias, basta ver na mina negros com brancos no mesmo serviço. Nessa época era possível que os escravos juntassem dinheiro para comprar sua própria alforria pela Caixa (era muito comum os conhecidos escravos de ganho), os castigos físicos eram proibidos por lei, e os idosos e recem nascidos recebiam a liberdade, tal como os que lutaram nas guerras pelo Brasil, e quando um escravo era livre, ele tinha os mesmos direitos que qualquer brasileiro, e muitos conseguiam serem bem sucedidos, como advogados, políticos (tivemos primeiro-ministro descendente de escravos), médicos (estes nessa época eram majoritariamente negros), etc. Só para informar quando o Brasil se tornou independente, cerca de 33% dos brasileiros eram escravos, e com antes da Lei Aurea os escravos eram apenas 0,5% da população, isso prova que a escravidão foi combatida durante esse período, mas aqui ninguém quer saber como foi a abolição, todos pensam por exemplo que um escravo no Império tinha as mesmas condições de vida que um escravo no período da exploração de ouro em Minas, sendo que ambas épocas foram diferentes e a sociedade evoluiu muito até a abolição.

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    11. Eu sou a favor de voltar ao tempo de escravidão, mas agora eu escravizaria os moralistas, principalmente esses que falam de "princípios e valores humanos" em redes sociais . E ainda daria chibatadas. 100 chibatadas e 10 dias de trabalho forçado pra cada postagem em que recorrer a citações de moralismo barato.

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    12. 34 • A escravidão não foi um privilégio do Brasil Colônia, Reino do Brasil e Império do Brasil; foi prática comum mundo afora. Como parâmetro, os EUA levaram 89 anos (1776 – 1865) após a sua independência, 23 anos a mais que no Império do Brasil 66 anos (1822 – 1888), para libertarem seus escravos. No Censo de 1860 nos EUA, a população escrava era de 3.953.761, enquanto que no Brasil esta população era de 1.584.600. Em 1887, no Brasil havia 600.000 escravos, e este número continuou caindo até 1888, ano em que a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea. Os EUA para libertarem seus escravos desencadearam uma sangrenta guerra entre o Norte e o Sul do país. Foi um período de guerra civil triste e difícil que dizimou cerca de 1.000.000 de pessoas entre civis e militares, onde 60% da população branca masculina na faixa etária adequada para o serviço militar morreu, o equivalente a 3% da população, que representaria hoje a 9.000.000 de vidas. “O conflito foi a guerra mais mortal na história dos Estados Unidos, resultando na morte de cerca de 750 mil soldados e um número indeterminado de vítimas civis (incluindo escravos que lutaram ou não na guerra)".

      ► https://plus.google.com/110663682213472257506/posts/VJxzK2krw6K

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    13. Poemas Frases e Poesias,
      Entendi seu ponto de vista, até me pareceu muito inteligente da sua parte levar por esse lado, porém não convém tanta indignação pelas fotos, visto que o trabalho do site é apenas divulgar fotos dos ESCRAVOS. Percebemos isso pelo titulo do trabalho que é: "10 raras fotografias de escravos brasileiros feitas 150 anos atrás". Portanto o objetivo não é o contexto histórico e sim os personagens, no caso, OS ESCRAVOS que viveram a 150 anos atrás.

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    14. Devidamente contextualizada a situação, eram bens e deviam ser belos para uma fotografia.
      Ainda o fazemos hoje, a diferença é que esses, já não são bens.
      Quer se indignar, por que não boicota compras de marcas como Nike, Zara, M.Officer, Renner etc, que ainda escravizam?

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    15. O bebezinho nas costas da mãe é a coisinha mais doce que já vi na vida onwwww!!!!

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    16. Realmente , riqueza histórica incomparável ! Olhem bem as fotos e jamais deixe ou admita que isto (escravidão) se repita!

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    17. Os negros brasileiros são semitas e os verdadeiros Hebreus, povo escolhido de Yah. Quem está em "Israel" é farsante. O Salvador Yahúshua é negro. Confirme em Apocalipse: Sua pele tinha cor de pedra jaspe e sardônica.

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    18. As fotos são ótimas, o seu estado de conservação é perfeito,porém discordo de vocês, quando afirmam:"Diferente de alguns casos de propaganda abolicionista nos Estados Unidos, o objetivo dessas fotos não é denunciar barbaridades." Estas fotos são sim um momento de barbárie, seu valor histórico é inquestionável, porém não se deve esquecer que nunca elas poderão ser vistas, como uma arte fotográfica, porque ela retrata um período de nossa história o qual nós brasileiros, devemos nos envergonhar, são escravos, são pessoas submetidas à escravidão, conhecermos por fotos este período, é necessário para que tenhamos a dimensão de quantas lágrimas, sengue e dor foram derramadas na construção deste país, pois é nos deparando com nosso passado, que poderemos construir um país mais digno, respeitando todas as raças, indiferente de cor, sexo, religião...

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    19. Lindo, kkk, até hoje é lindo de outra forma, mas, continua lindo. País sem identidade é piada. O preto no Brasil continua a vender frutas nas ruas de outra forma, ou vocês não notam?

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  2. Fotos de um Povo Livre que foi escravizado.

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    1. Exato, nao tem nada de bonito nisso...

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    2. Pois é... o sofrimento é nítido nos olhares dessas pessoas...

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    3. Precisamos olhar para o passado para entender o presente. As fotografias nos ajudam a entender e lutar contra as consequências da escravidão por aqui nos dias de hoje. As fotografias têm maior importância sociológica do que estética.

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  3. ho um absurdo "romantizar" o processo de escravidão no Brasil ocultando os crimes bárbaros cometidos pela Coroa portuguesa e demais pessoas , como por exemplo , os desgraçados e criminosos senhores de engenho. Na lista de crimes temos: Seqüestro , genocídio, cárcere privado, assassinato, estupro. Portugal se iguala a Hitler se for pior. A população negra não foi escravo , porque ninguém nasce escravo, foi sim escravizada. Detesto a historia oficial que passa esse ar de normalidade no período . Só os insensatos para achar normal esse tanto de crimes cometidos

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    1. “A Humanidade não representa em absoluto uma evolução em direção ao melhor, ao mais forte, ao mais elevado; o progresso é apenas uma ideia moderna, ou seja, uma ideia falsa” F. Nietzsche

      Em 1550, o filósofo espanhol Ginés de Sepúlveda defendeu a dominação e a conversão forçada dos povos, alegando que assim eles se tornariam “civilizados” e “desenvolvidos”. . Essa argumentação deu ao rei espanhol a justificativa “racional” para conquistar, escravizar e dizimar os povos ameríndios e outros trazidos forçados . A história mostrou que, para os países da América Latina, o “progresso” e o “desenvolvimento” foram uma desgraça, pois a colonização promoveu o saque das enormes riquezas e o enriquecimento dos países colonizadores, deixando aqui somente pobreza, miséria e um rastro de morte e escravidão.

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    2. Estou de acordo, foi nisso que pensei o tempo todo, no sofrimento injusto deles

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    3. Tudo por causa de uma coisa ele inventaram o dinheiro...

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  4. Não vejo diferente dos tempos atuais, apenas não existe a escravidão por etnias e sim por classes sociais.

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    1. A própria palavra trabalho, já remete a escravidão. Somos todos escravizados de alguma forma...

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    2. A capacidade de um esquerdista falar besteira é realmente infinita.

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  5. Seja engrandecida a Princesa Isabel, que pôs o Império a perder pela causa abolicionista. Hoje comemoramos Zumbi, chefe quilombola tirano e escravista, e esquecemos que foi a abolição da escravatura assinada por D. Isabel que libertou os negros de seu sofrimento. A Lei Áurea foi o estopim para a queda do Império no Golpe Republicano de 1889. Lembremos que os republicanos não eram abolicionistas, pois eles próprios tinham escravos. Dom Pedro II e Dona Isabel utilizavam de seus pagamentos para libertar escravos: os poucos negros que trabalhavam na Corte eram livres.

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    1. Só um detalhe; o Brasil foi O ÚLTIMO país, do MUNDO INTEIRO, a abolir a escravidão. (Cuba foi o penúltimo, em 1886). Sem essa de monarcas bonzinhos, estavam seguindo um movimento mundial, e aliás, atrasados.

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    2. Amigo, o Brasil durante o Império era uma monarquia constitucional, e portanto os monarcas tinham poderes limitados, e uma das limitações era a impossibilidade de criar leis e decretos, quem criava leis era o parlamento, dominado predominantemente por fazendeiros escravocratas. Mas os nossos monarcas sempre foram abolicionistas e usaram muito de sua influencia para que a abolição ocorresse da forma mais rápida possível, basta ler a história de Dom Pedro II e P. Isabel, alias esta ultima só conseguiu aprovar a lei áurea porque ela deu um golpe ao nomear um gabinete abolicionista sem aprovação do governo anterior para que a lei aurea passasse. Por favor conheça nossos monarcas antes de escrever besteiras.

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    3. Este comentário foi removido pelo autor.

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    4. Fábio, você está errado, o último país a abolir a escravidão foi a Mauritânia, em 09 de novembro de 1981.

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  6. Clovis Pereira, você está coberto de razão e até na época o problema era classista.
    O povo europeu, escravizava o negro africano com a ajuda de mercenários, que também eram negros e africanos, que capturavam os mesmos em tribos e aldeias. Por esse motivo eram considerados "atrasados".
    O que mais me espanta nos dias de hoje, é que mesmo tendo a internet disponível para pesquisar a verdadeira história, os pseudointelectuais insistem no jargão de que "o negro foi escravizado pelo branco".
    Não, o negro não foi escravizado pelo branco, foi escravizado pelos mercenários capitalistas brancos e negros que inclusive escravizaram os índios que aqui viviam e não são lembrados em em leis de cotas.
    A escravidão persiste e é independente de etnia, um exemplo é que até os dias atuais os negros são escravizados na África pelo próprio negro. As minas de diamantes do Congo são uma prova.
    Recentemente eu li que a filha do presidente de Angola é a primeira bilionária africana e posteriormente li que a Unicef estava fazendo campanha para arrecadar fundos para as crianças de Angola que vivem em extrema miséria.
    Reflitam e estudem para que tenham uma opinião com bases fortes. Livrem-se de jargões.

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    1. mas . como dizem , se ñ existe gente para cpmprar a pirataria , ñ existe vendedor , O BRANCO é o fdp sim , ja que ele é inteligente , por que ele ñ fez como fez com os italianos guando acabou a escravidão , e ñ era preciso tanto , ñ precisava ter seguestrado os negros , era so oferecer comida que com certesa milhoes vinham de livre , e expontanea vontade , como agora eles venha de livre vontade para trabalhar por comida , é foda . tenho 52a e ñ consigo esquecer esta dor de familia ser separada como no filme AMISTARD.e tao dolorido . passa se 2000000000000000. e nunca sera apagado . e real ñ fimme infelizmente.

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  7. sou estudante do curso de História na Faculdade Barretos da minha cidade e achei muito interessante parabéns

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  8. Eh para refletir, essas pessoas viviam bem, com dignidade e alegria. Por causa de DINHEIRO essas pessoas foram submetidas ao holocausto. Rerparem nas fotos, da pra ver o desalento e a vergonha dessas pessoas nem as criancas escapam, numca vi tanta foto con tantos olhares tristes...Pessoas descentes e direitas Nobres no legitimo sentido da palavra, vide dicionario, sendo tratadas como um ser nao humano inferior, ELES que ERAM NOBRES pois nao tinham a ganancia....

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  9. Só quem viveu e sofreu na pele, o absurdo da escravidão, pode entender o olhar de cada pessoa nessas fotos... Muito triste!

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  10. Perceber o valor histórico das fotos não é romantizar a escravidão. Talvez não tenham percebido a preciosidade desses registros. Isso não faz dos administradores da página insensíveis ou apolitizados, não mesmo.

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    1. O melhor comentário que li sobre o assunto. De fato, discutir a questão da escravidão africana (e indígena) ainda deixa as pessoas exaltadas. Muito maniqueísmo impera no fórum, porém é inegável o registro histórico que estas imagens representam, quer de uma realidade concreta ou distorcida, quer de dor e sofrimento ou conformismo. Inegável também o atraso que o processo colonizador da América Portuguesa nos legou, porém era o que de mais "avançado" existia na época. Vamos discutir como (tentar) consertar o nosso País, isso sim!

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  11. Povo ignorante, não sabe apreciar a relíquia que são essas fotografias e ficam falando merda, querendo corrigir com palavras o que já foi feito..

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  12. Como fotografias, arte e registro histórico são lindas. A história que contam é horripilante. Mas condordo com um comentàrio, a diferença é que hoje a escravidão é pelas classes sociais, há inclusive a alforia.

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  13. gente, o fato de alguém publicar essas fotos não quer dizer que apreciem a escravidão, que falta de entendimento, eu ein?! É um registro histórico. Tem muita coisa ruim acontecendo hoje, é muito importante o registro para a análise das próximas gerações.

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  14. De alguma forma, a história sempre se repete. A mostra, ao contrário do que alguns manifestaram, é um oportuno recado às classe dominantes do mundo atual. O que não nos faltam, infelizmente, são escravos e dominadores. A exploração do ser humano, de todas as castas, pela droga, é infinitamente mais devastadora do que o domínio dos senhores de engenho.

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  15. Repetindo de Rogério Souza em 17 de abril de 2014 07:58

    Fotos de um Povo Livre que foi escravizado.

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  16. Fotos raríssimas que retratam a época, época esta que não fomos protagonistas nem autores, tampouco coadjuvantes, portanto só nos resta o papel de observador. Nenhum de nós foi o responsável ou o defensor desta realidade retratada nas fotos, neste caso, a crítica , o ódio as acusações só servirão para criar um ambiente repleto de negatividade.
    Ninguém é obrigado a concordar com ninguém, cada um tira suas conclusões, não é uma competição... é somente uma constatação, uma opinião diferente que cada um pode ter sobre qualquer assunto.
    A escravidão continua, agora sem correntes.
    Assistam zeitgeist e thrive e vejam a verdade sobre a história do mundo.
    Bom domingo a todos com amor no coração.

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  17. superbe photographie....c'est du passé & c'est tant mieux°°°

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  18. Eduardo Bueno: “Um povo que não conhece a sua História está condenado a repeti-la”.

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  19. Muito bom!

    http://www.valdeirvieira.com/oasis-condominio-clube/

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  20. Alguns comentários aqui postados demonstram a falta de conhecimento, e o que é pior, o anacronismo.

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  21. Qualquer pessoa que postou aqui, se vivesse nos séculos XVI, XVII, XVIII e XIX teriam escravos! Não devemos fazer anacronismos na História! A escravidão era uma instituição, era cultural, e concordo com a Barbara Babi, vão estudar, ler livros e parem de ver novelas da Globo. Entrem em uma faculdade de História e perguntam quais livros vcs devem ler para aprenderem algo sobre a escravidão no Brasil. Se quiserem uma aula minha é só pagar.

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    1. Olha amigo posso referi a VC asim VC ta certo e só VC conversa com os idoso que tem 80 a 100 anos eles conheceram es escravo pardo mulato ate com a pele bem clara e os mulatos de posse possuía escravo está e a realidade na aqueles tempos

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  22. este registro histório é semelhante a preservação dos campos de concentração nazista, e as instalações do doi_codi nl brasil. Precisamos lembrar sempre do que aconteceu para que isso não se repita. O horror deve estar sempre marcado, para que futuras gerações saibam da bestialidade humana, e nunca mais cometam o mesmo erro... Jamais... Por isso a importância e riqueza história deste acervo. Para mostrar a realidade da época, e que nunca mais ocorram situações semelhantes em gerações futuras.

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    1. A bestialidade humana ainda continua meu caro...a subestimação de um grupo pela classe social, cor da pele, escolha religiosa, opção sexual, estética, enfim...um ciclo sem fim. Mas não percamos a esperança por um mundo melhor!

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  23. Meus bisavós foram escravos e ao ver estas fotos pude imaginar o sofrimento deles naquela época e valorizar a atitude deles de ensinar aos meus avós de que dias melhores viriam, e a serem pessoas integras não importa a maneira que fossem tratados. Estas fotos demonstram um legado de sofrimento e dor . É como descrever o gosto do sal e açucar ! não dá para descrever se não conhecer um ou outro. Ao conhecer estas fotos aprendemos a não nos escravizar, colocando limites sobre nosso potencial. , ou seja, o conhecimento é infinito e meus avós ensinaram a meus pais que O CONHECIMENTO NOS LIBERTA !!

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  24. Lindas as fotografias. A escravidão era uma instituição nessa época, não vi sofrimento em ninguém. O povo viaja, hoje temos situações onde os pobres são tratados com menos dignidade do que nesses tempos. Havia sofrimento, mas havia consciência hoje só sofrimento. Pesquisa do mês passado revela que no país hoje, a parcela de negros mortos e preso em situações degradante são bem maiores do que de brancos. No face corre fotos de mulheres negras sendo avacalhadas em bailes, outras ridicularizando a feiura de grupos de negros, mulheres sem dente sorrindo, mulheres bebadas em posiçoes degradantes. Essas fotos sim eu vejo sofrimento.

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  25. Quanto à observação de serem cenas idealizadas, com certeza todas essas imagens foram posadas. Na época os negativos eram em grandes chapas de vidro e as câmeras consequentemente enormes, precisando ser apoiadas em tripês, o que já por si dificulta tirar instantâneos. Contribui ainda a pouca sensibilidade das chapas, necessitando exposição prolongada, de fração de segundo até vários segundos, quando as pessoas tinham que permanecer imóveis. Vejam a foto dos garimpeiros, o efeito "véu de noiva" da cascata nos fundos é típico de exposição longa.

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  26. E os estados unidos tiveram escravos, o problema do Brasil e outro. Sou ctotalmente contra a escravidão, mas na Africa quem caçava os negros eram oa proprios a troco de do maldito dinheiro.

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  27. Fico feliz com a diversidade de respostas neste fórum. Diferente de muitos outros que já vi... respeito foi a composição do mesmo.

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  28. Fiquei muito admirado com as fotografias. Fiquei refletindo a respeito do grande caldeirão cultural que é o povo brasileiro. Os africanos com sua imensa diversidade cultural, intelectual trouxe para cá sua imensa visão de mundo, que foi somada com a grande diversidade cultural européia aqui, portuguesa principalmente, e somados a imensa diversidade cultural e linguística dos indígenas. O Brasil transformou-se no país mais miscigenado do mundo. Não somente do ponto de vista étnico, mas a nossa psicoesféra também transformou-se. E a cultura brasileira cotidianamente se renova. E nesse caldeirão cultural que é a cultura brasileira, percebemos que a cultura africana não somente influenciou, mas também predomina. Isto porque os africanos conheceram as principais civilizações do mundo antigo. É o povo mais antigo do mundo. E onde há concentração de negros, mesmo eles sendo discriminados e oprimidos, os brancos não resistem às suas manifestações culturais e artísticas. Foi sem dúvida, o povo mais inteligente e criativo que o mundo já conheceu!

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  29. Bla Bla Bla....a fotografia é um registro histórico e como tal tem que ser analizada sob vários aspectos. Ela é uma escolha de angulo imagem modo etc. Pode ser estéticamente bonita e retratar a mais horrorosa escravidão. Ou pode ser um instrumento de denùncia ou uma tentativa de romanciar uma realidade pelo que mostra e pelo que esconde já que é uma escolha. Sim são lindas as imagens do ponto de vista estético e como registro histórico, mas podem ser descontruidas pela análise de conteúdo. Vamos parar com essa bobagem de não querer ver por que retrata um período triste da nossa história ou por que não retrata direito. A fotografia precisa ser estudada interpretada como qualquer documento para que sejam reveladas suas lacunas. Vejam o quadro Independencia ou Morte do Pedro Américo pintado para retratar uma passagem da história do Brasil. Graças aos históriadores descobrimos que aquele quadro estéticamente bonito e que entrou para história e livros didáticos do ensino fundamental é uma farsa montada pra criar um mito de fundação do Brasil independente. Logo o debate se é bonito ou feio não ajuda em nada desvendar nada...

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  30. Concordo com o nosso amigo Blog do sapo , as fotografias não mudam os fatos mas registram os momentos , sejam eles belos ou revoltantes não importa , o que importa é que de alguma forma a fotografia faz parte do tempo e isso é bom !!!

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  31. O que importa é a discussão. No momento da discussão é que o conhecimento e o desconhecimento chegam à tona. Mas não nos esqueçamos que tudo continua como dantes na terra de abrantes. "Em pleno seculo XXI temos a noticia que atores mestiços (Camila Pitanga e Lazaro Ramos) em uma terra de mestiços (Brasil) foram impedidos de representar seu país (Brasil) na abertura da copa por determinaçao da FIFA. Pois bem, diante de comportamento tão nefasto nem uma manifestaçãozinha na Av. Paulista . Estamos repetindo exatamente o que disse Eduardo Bueno: “Um povo que não conhece a sua História está condenado a repeti-la”. Aí está ela e com blog e tudo!

    MP investiga suposto racismo no veto a Lázaro Ramos e Camila Pitanga em sorteio da Copa
    Por Rogerio Jovaneli | TV Esporte Blog – ter, 3 de dez de 2013 02:13 BRST

    http://br.tv.yahoo.com/blogs/tv-esporte/mp-investiga-fifa-por-suposto-racismo-no-veto-041334024.html

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  32. lindas fotos, veja que o dom da arte fotografica vem do coração do artista fotografo que com pouquissimo recurso , conseguiu retratar a história do Brasil com uma grande beleza.

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  33. Amargurar-se com o que já passou? Melhor cada um fazer sua parte para evitarmos dores e injustiças nos dias de hoje. Eu faço a minha parte, por isso posso observar a beleza e a técnica das fotos. A beleza está nos olhos de quem vê!

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  34. PELOURINHO

    Bate na palmeira o vento
    E o negro por um momento
    Julga ser a brisa do mar
    Mas percebe muito tarde
    Que são brancos covardes
    Que vieram para lhe buscar.

    Sem se despedir da família
    Sob gritos que o humilham
    Vê distanciarem-se os coqueiros
    E num barco com outros tantos
    Prisioneiros em pleno pranto
    É levado ao navio negreiro.

    São centenas de nativos
    Transformados em cativos
    Homens, mulheres e crianças
    Que no porão do navio
    Passam calor, fome e frio
    E perdem a noção da distância.

    Os que se mostram valentes
    São presos com correntes
    E obrigados a se calar
    Pois com crueldade desmedida
    Não relutam em lhes tirar a vida
    Os lançando ao frio mar.

    Ao serem tratados feito bichos
    Não entendem a razão do sacrifício
    Pelo qual estão passando
    Será maldição dos orixás
    Ou os demônios vieram nos buscar
    E para o inferno estão nos levando?

    Depois da árdua viagem
    Os de maior força e coragem
    Chegam ao porto estrangeiro
    E aquela estranha gente
    Falando numa língua diferente
    Os troca por algum dinheiro.

    Vão para lugares variados
    Os de sorte se tornam criados
    Mas os demais que a elite avassala
    Têm como destino os açoites
    E as delirantes noites
    No duro chão das senzalas.

    O cepo, o tronco e a peia
    Lhes tiram o sangue das veias
    E a sua resistente dignidade
    Os grilhões e máscaras de flandres
    Lhes derrubam o semblante
    E eles sucumbem à saudade.

    Muitos veem nos pelourinhos
    A única alternativa e caminho
    Para fora da vida trágica
    Pois o escravo que é forte
    Encontra na própria morte
    A chance de voltar à África.

    Eduardo de Paula Barreto

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  35. A pessoa viver para se deparar com um comentário como o de Bárbara Babi. " vão estudar, Brasil, país sem identidade... revolta por fotos de 150 anos atrás... estupro, pedofilia..." e asneiras do tipo. Então eu olho para a aparência física desta alma que aparentemente é mestiça e no mínimo desconhece o fato de que em sua árvore genealógica é composta por negros, e por isso nunca vivenciou o desprezo ou comentários racistas. Por isso não sofre a dor daqueles que sofreram açoites. Eles não eram escravos, eles eram livres e foram escravizados. Muitos deles eram príncipes, líderes de tribo ou até mesmo um favelado... mas eles eram livres e vieram para cá como animais em decomposição.
    Se eles eram escravos na África ou não, é outro assunto, porém me refiro a audácia de uma alma que sabe lá Deus o que faz da vida pra achar que pode opinar naquilo que desconhece.
    O assunto aqui são as fotos, e não as diferenças sociais ou crimes hediondos que são cometidos contra a sociedade. Limite-se a falar aquilo que você entende. Exemplo: Se você é auxiliar de enfermagem, porque vai opinar em assuntos gerenciais da administração do hospital? Se você é manicure, porque vai dar palpite na produção de comida mexicana? E se você é apenas você mesma, porque raios vai abrir a boca quando não lhe é solicitado?
    Ô garota, se liga.. é feio reproduzir ideias sem concordância verbal, semântica e principalmente ideias incoerentes que não são suas.

    ResponderExcluir
  36. Minha nossa... Os comentários aqui me entristecem!

    Vale lembrar que na época, as fotos eram "posadas" pois não eram câmeras portáteis e nem com recursos o suficiente para muitas fotos em movimento. Por isso as coisas parecem melhores do que eram na verdade....

    E são belas fotos mesmo. Um belo registro histórico de um período triste.

    O resto é blábláblá de gente que entrou na internet agora e só sabe encher o saco pagando de moralista e intelectual.

    ResponderExcluir
  37. .
    .
    ÁRVORE DA CIVILIZAÇÃO

    Quando a cor e a raça
    São utilizadas como critério
    Para avaliação das massas
    Manifesta-se o despautério
    Típico de uma sociedade
    Que busca a sua identidade
    Através da segregação
    Sugerindo que cada etnia
    Para viver em harmonia
    Abomine a miscigenação.

    Na terra da qual viemos
    E que será o nosso cárcere
    Todos nós nos prendemos
    Com as raízes da árvore
    Que cresce com seus ramos
    De diferentes seres humanos
    Dos quais surgem como frutos
    Pessoas brancas, negras, albinas
    Amarelas, indígenas e mestiças
    Cada uma com seus atributos.

    A árvore da civilização
    Tem na humana diversidade
    A razão da floração
    Com tanta multiplicidade
    De cores e belezas
    Que dão à natureza
    O seu sentido maior
    Que é prover oportunidades
    Para que a humanidade
    A cada dia seja melhor.

    Eduardo de Paula Barreto
    19/11/2014.

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  38. Escravidão a maior vergonha da Humanidade.

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    Respostas
    1. Concordo plenamente, e só gostaria de acrescentar que foi ela a escravidão colonial cruel e vergonhosa que gerou através da exploração e sofrimento , a base inicial de acumulo de capital para o surgimento do sistema capitalista . Portanto é lícito dizer que o capitalismo é o filho único da vergonhosa escravidão.

      Excluir
  39. 34 • A escravidão não foi um privilégio do Brasil Colônia, Reino do Brasil e Império do Brasil; foi prática comum mundo afora. Como parâmetro, os EUA levaram 89 anos (1776 – 1865) após a sua independência, 23 anos a mais que no Império do Brasil 66 anos (1822 – 1888), para libertarem seus escravos. No Censo de 1860 nos EUA, a população escrava era de 3.953.761, enquanto que no Brasil esta população era de 1.584.600. Em 1887, no Brasil havia 600.000 escravos, e este número continuou caindo até 1888, ano em que a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea. Os EUA para libertarem seus escravos desencadearam uma sangrenta guerra entre o Norte e o Sul do país. Foi um período de guerra civil triste e difícil que dizimou cerca de 1.000.000 de pessoas entre civis e militares, onde 60% da população branca masculina na faixa etária adequada para o serviço militar morreu, o equivalente a 3% da população, que representaria hoje a 9.000.000 de vidas. “O conflito foi a guerra mais mortal na história dos Estados Unidos, resultando na morte de cerca de 750 mil soldados e um número indeterminado de vítimas civis (incluindo escravos que lutaram ou não na guerra)".

    ►https://plus.google.com/110663682213472257506/posts/VJxzK2krw6K

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    1. Você é muito bom em dados estatísticos, mas parece que seu senso crítico e seu humanismo são do tamanho de uma semente de mostarda .

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  40. As fotos são ótimas, parabéns aos que tiraram, mesmo que não estejam mais entre nós, assim deixando esse pedaço da história para as gerações futuras.

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  41. A humanidade surgiu na Africa. Todas as pessoas do mundo são afrodescendentes.

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  42. Os Judeus, que são brancos, foram escravos do negros por quatrocentos anos, no Egito antigo.

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  43. Cleópatra era negra, e os faraós também.

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  44. Os navios negreiros pertenciam aos Judeus. Mas os Judeus não caçavam os escravos, eram os próprios negros quem capturavam e vendiam seus irmãos.

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  45. A beleza também está no trágico.

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  46. Não existem inocentes nessa história, nem antes e nem agora.

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  47. Creio que a maior vergonha da humanidade é agir como parasita da Natureza, e roubar o futuro das próximas gerações.

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  48. Registro histórico que não deve ser esquecido. Como disseram acima, só faz pouco mais de 100 anos que tudo isso aconteceu e o reflexo dessa parte da nossa história ainda é majoritário na sociedade atual.. O Brasil tem que trazer estas imagens para o agora para que não se esqueça nunca quantas "idiotices" fizemos com nossos irmãos.. As imagens tem a beleza e a dor do ensinamento, deveriam nos tocar no íntimo, para que segregações não mais fossem toleradas, ao contrário disso, o que vemos no Brasil? Segregação Social, Racial, Geográfica, Sexual, total descaso com o irmão, opressão em todos os sentidos.. Essas fotos fazem parte da nossa História, devem ser compartilhadas assim como todo tipo de material que possa nos tocar, e nos ajudar a entender que somos todos iguais, irmãos e devemos nos respeitar como tal... Triste olhar que pouco mudou nestes 100 anos...

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  49. O trabalho fotográfico é inestimável, tanto do ponto artístico quanto histórico. Posso ver e sentir nos olhares a dor e desencanto dos meus ancestrais, coisa que só podíamos imaginar. Parabenizo seus autores! Mas apesar de tantos tempo, ainda somos todos brancos, negros, indígenas etc., escravos morais de inúmeros senhores, como o orgulho, a vaidade tola, o egoísmo,o consumismo,e os vícios, apenas para citar alguns.

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  50. A escravidão era uma mazela social sim. Mas não se iludam: para eles a África era um inferno muito pior que o Brasil. Tribos se matando, rivais se escravizando uns aos outros, estupros em massa, etc. Aqui, apesar de serem escravos, havia ao menos a chance de comprarem suas cartas de alforria, fazendo bicos por fora. E é sabido, há estudos SÉRIOS sobre isso, que havia MILHARES DE ALFORRIADOS no Brasil, mais de cem anos antes da abolição da escravatura.

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  51. PV só falou besteira e percebo que não sabe nada da História. Se formos por sua lógica a morte de Judeus na segunda guerra de forma desumana foi normal , coisas da guerra Hitler estava cumprindo seu papel histórico. Mas enfim ....

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  52. Porque os escravos nao foram indenizados ?, e menos ainda suas familias tiveram algum apoio; Os judeus foram indenizados . serto ?

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  53. ñ como se diga q eu gostei mas serve ara meu trabalho a vida dos escravos na fazenda

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  54. Nem como foto, nem como história isso é belo...sómente retrata a tristeza de um povo que sofreu e muitos hoje ainda sofrem o reflexo disso.

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  55. "Quem não conhece a sua história repete os erros".
    Nossa como tem gente q fala besteira. Por isso q o Brasil tá a merda q tá. A situação hoje é só um reflexo da sua própria sociedade.

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  56. O PROTESTO 1955 / 2O15. 60 ANOS do Poeta CARLOS DE ASSUMPÇÃO o mestre que completa 88 anos de muitos parabéns num sábado de muita luz 23 de maio glorioso que realça valoriza nossa luta a historiasempre viva do poeta guerreiro Cassump de Ébano como disse o herói poeta angolano Agostinho Neto.
    CARLOS DE ASSUMPÇÃO seu nome esta realçado entre os maiores poetas do mundo e assim no Brasilnas principais obras da cultura afro brasileiro"A Mão Afro-Brasileira" Emanoel Araújo. “Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana” Nei Lopes. “EnciclopédiaQuem é quem na negritude brasileira” Eduardo de Oliveira.Enciclopédia“África Mãe dos Gênios Negros Afros Brasileiros” Jorge J. Oliveira entre outras obras. Os Dizeres dos grandes mestres sobre Carlos Assumpção diz Abdias do Nascimento é o meu poeta, Solano Trindade Protesto é minha alma, Geraldo Filmeme arrepia, Clovis Moura a lira de nossas revoltas, Barbosa sinto cada letra, Prof. Eduardo Oliveira minha inspiração, Luís Carlos da Vilaa alma da Kizomba,Tião Carreiro uma alegria triste, Milton Santos Diz tudo, Grande Otelo é oPoema Hino Nacional da luta da Consciência e Resistencia Negra Afro-brasileira.
    CARLOS DE ASSUMPÇÃO – O maior poeta da militância negra da historia do Brasil autor do poema o PROTESTO Hino Nacional da luta da Consciência eResistencia Negra Afro-brasileira. O poetaAssumpção é o maior ícone das lideranças e dos movimentos negrose afros brasileiras e uma das maiores referencias do mundo dos ativistas e humanistasem celebração completa 88 anos de vida. CARLOS DE ASSUMPÇÃO nasceu 23 de maio de 1927 em Tiete - SPe graças e as benções deOlorum88 anos de vida com sua família, amigos e nós da ORGANIZAÇÃO NEGRA NACIONAL QUILOMBO O. N. N. Q. FUNDADO 20/11/1970 (E diversas entidades e admiradores parabenizam o aniversario de 88 anos do mestre poeta negro Carlos Assumpção) temos a honra orgulho e satisfação de ligar para a histórica pessoa desejando felicidades, saúde e agradecer a Carlos de Assunpção pela sua obra gigante, em especial o poema escrito em 1955 o Protesto que para muitos é o maior e o mais significante poema dos afros brasileiros o Hino Nacional dos negros. “O Protesto” é o poema mais emblemático dos Afros Brasileiros e uns das América Negra, a escravidão em sua dor e as cicatrizes contemporâneas da inconsciência pragmática da alta sociedade permanente perversa no Poema “O Protesto” foi lançado 1958, na alegria do Brasil campeão de futebol, mas havia impropriedades e povo brasileiro era mal condicionado e hoje na Copa Mundial de Futebol no Brasil 2014 o poema “O Protesto” de Carlos de Assunpção está mais vivo com o povo na revolução para (Queda da Bas. Brasil.tilha) as manifestações reivindicatórias por justiça social econômica do povo brasileiro que desperta na reflexão do vivo protesto.
    O mestre Milton Santos dizia os versos do Protesto e o discurso de Martin Luther King, Jr. em Washington, D.C., a capital dos Estados Unidos da América, em 28 de Agosto de 1963, após a Marcha para Washington. «I have a Dream» (Eu tenho um sonho) foram os dois maiores clamores pela liberdade, direitos, paz e justiça dos afros americanos. São centenas de jornalistas, críticos e intelectuais do Brasil e de todo mundo que elogia a (O Protesto) (Manifestação que é negra essência poderosa na transformação dos ideais do povo) obra enaltece com eloquência o divisor de águas inquestionável do racismo e cordialidade vigente do Brasil Mas a ditadura e o monopólio da mídia e manipulação das elites que dominam o Brasil censuram o poema Protesto de Carlos de Assunpção que é nosso protesto histórico e renasce e manifesta e congregam os negros e todos os oprimidos, injustiçados desta nação que faz a Copa do Mundo gastando bilhões para uma ilusão de um mês que poderá ser triste ou alegre para o povo brasileiro este mesmo que às vezes não tem ou economiza centavos para as necessidades básicas e até para sua sobrevivência e dos seus. No Brasil
    .


    Organização Negra Nacional Quilombo ONNQ 20/11/1970 –
    quilombonnq@bol.com.br

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  57. Poema. Protesto de Carlos de Assunpção

    Mesmo que voltem as costas
    Às minhas palavras de fogo
    Não pararei de gritar
    Não pararei
    Não pararei de gritar

    Senhores
    Eu fui enviado ao mundo
    Para protestar
    Mentiras ouropéis nada
    Nada me fará calar

    Senhores
    Atrás do muro da noite
    Sem que ninguém o perceba
    Muitos dos meus ancestrais
    Já mortos há muito tempo
    Reúnem-se em minha casa
    E nos pomos a conversar
    Sobre coisas amargas
    Sobre grilhões e correntes
    Que no passado eram visíveis
    Sobre grilhões e correntes
    Que no presente são invisíveis
    Invisíveis mas existentes
    Nos braços no pensamento
    Nos passos nos sonhos na vida
    De cada um dos que vivem
    Juntos comigo enjeitados da Pátria

    Senhores
    O sangue dos meus avós
    Que corre nas minhas veias
    São gritos de rebeldia

    Um dia talvez alguém perguntará
    Comovido ante meu sofrimento
    Quem é que esta gritando
    Quem é que lamenta assim
    Quem é

    E eu responderei
    Sou eu irmão
    Irmão tu me desconheces
    Sou eu aquele que se tornara
    Vitima dos homens
    Sou eu aquele que sendo homem
    Foi vendido pelos homens
    Em leilões em praça pública
    Que foi vendido ou trocado
    Como instrumento qualquer
    Sou eu aquele que plantara
    Os canaviais e cafezais
    E os regou com suor e sangue
    Aquele que sustentou
    Sobre os ombros negros e fortes
    O progresso do País
    O que sofrera mil torturas
    O que chorara inutilmente
    O que dera tudo o que tinha
    E hoje em dia não tem nada
    Mas hoje grito não é
    Pelo que já se passou
    Que se passou é passado
    Meu coração já perdoou
    Hoje grito meu irmão
    É porque depois de tudo
    A justiça não chegou

    Sou eu quem grita sou eu
    O enganado no passado
    Preterido no presente
    Sou eu quem grita sou eu
    Sou eu meu irmão aquele
    Que viveu na prisão
    Que trabalhou na prisão
    Que sofreu na prisão
    Para que fosse construído
    O alicerce da nação
    O alicerce da nação
    Tem as pedras dos meus braços
    Tem a cal das minhas lágrima
    Por isso a nação é triste
    É muito grande mas triste
    É entre tanta gente triste
    Irmão sou eu o mais triste

    A minha história é contada
    Com tintas de amargura
    Um dia sob ovações e rosas de alegria
    Jogaram-me de repente
    Da prisão em que me achava
    Para uma prisão mais ampla
    Foi um cavalo de Tróia
    A liberdade que me deram
    Havia serpentes futuras
    Sob o manto do entusiasmo
    Um dia jogaram-me de repente
    Como bagaços de cana
    Como palhas de café
    Como coisa imprestável
    Que não servia mais pra nada
    Um dia jogaram-me de repente
    Nas sarjetas da rua do desamparo
    Sob ovações e rosas de alegria

    Sempre sonhara com a liberdade
    Mas a liberdade que me deram
    Foi mais ilusão que liberdade

    Irmão sou eu quem grita
    Eu tenho fortes razões
    Irmão sou eu quem grita
    Tenho mais necessidade
    De gritar que de respirar
    Mas irmão fica sabendo
    Piedade não é o que eu quero
    Piedade não me interessa
    Os fracos pedem piedade
    Eu quero coisa melhor
    Eu não quero mais viver
    No porão da sociedade
    Não quero ser marginal
    Quero entrar em toda parte
    Quero ser bem recebido
    Basta de humilhações
    Minh'alma já está cansada
    Eu quero o sol que é de todos
    Ou alcanço tudo o que eu quero
    Ou gritarei a noite inteira
    Como gritam os vulcões
    Como gritam os vendavais
    Como grita o mar
    E nem a morte terá força
    Para me fazer calar.
    Organização Negra Nacional Quilombo ONNQ 20/11/1970 –
    quilombonnq@bol.com.br

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    Respostas
    1. É isso meu querido, é dor, lágrimas, sofrimento, e ver uns idiotas aí em cima defendendo ou tentando legitimar a escravidão, como se fosse uma coisa normal, meu Deus do céu, Senhor perdoe essas pessoas que não tem coração e sentimento algum, pedo-e-os senhor, pedo-e-os, eles não tem nada dentro do ser, são ocos e vazios...

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  58. Poema. Protesto de Carlos de Assunpção

    Mesmo que voltem as costas
    Às minhas palavras de fogo
    Não pararei de gritar
    Não pararei
    Não pararei de gritar

    Senhores
    Eu fui enviado ao mundo
    Para protestar
    Mentiras ouropéis nada
    Nada me fará calar

    Senhores
    Atrás do muro da noite
    Sem que ninguém o perceba
    Muitos dos meus ancestrais
    Já mortos há muito tempo
    Reúnem-se em minha casa
    E nos pomos a conversar
    Sobre coisas amargas
    Sobre grilhões e correntes
    Que no passado eram visíveis
    Sobre grilhões e correntes
    Que no presente são invisíveis
    Invisíveis mas existentes
    Nos braços no pensamento
    Nos passos nos sonhos na vida
    De cada um dos que vivem
    Juntos comigo enjeitados da Pátria

    Senhores
    O sangue dos meus avós
    Que corre nas minhas veias
    São gritos de rebeldia

    Um dia talvez alguém perguntará
    Comovido ante meu sofrimento
    Quem é que esta gritando
    Quem é que lamenta assim
    Quem é

    E eu responderei
    Sou eu irmão
    Irmão tu me desconheces
    Sou eu aquele que se tornara
    Vitima dos homens
    Sou eu aquele que sendo homem
    Foi vendido pelos homens
    Em leilões em praça pública
    Que foi vendido ou trocado
    Como instrumento qualquer
    Sou eu aquele que plantara
    Os canaviais e cafezais
    E os regou com suor e sangue
    Aquele que sustentou
    Sobre os ombros negros e fortes
    O progresso do País
    O que sofrera mil torturas
    O que chorara inutilmente
    O que dera tudo o que tinha
    E hoje em dia não tem nada
    Mas hoje grito não é
    Pelo que já se passou
    Que se passou é passado
    Meu coração já perdoou
    Hoje grito meu irmão
    É porque depois de tudo
    A justiça não chegou

    Sou eu quem grita sou eu
    O enganado no passado
    Preterido no presente
    Sou eu quem grita sou eu
    Sou eu meu irmão aquele
    Que viveu na prisão
    Que trabalhou na prisão
    Que sofreu na prisão
    Para que fosse construído
    O alicerce da nação
    O alicerce da nação
    Tem as pedras dos meus braços
    Tem a cal das minhas lágrima
    Por isso a nação é triste
    É muito grande mas triste
    É entre tanta gente triste
    Irmão sou eu o mais triste

    A minha história é contada
    Com tintas de amargura
    Um dia sob ovações e rosas de alegria
    Jogaram-me de repente
    Da prisão em que me achava
    Para uma prisão mais ampla
    Foi um cavalo de Tróia
    A liberdade que me deram
    Havia serpentes futuras
    Sob o manto do entusiasmo
    Um dia jogaram-me de repente
    Como bagaços de cana
    Como palhas de café
    Como coisa imprestável
    Que não servia mais pra nada
    Um dia jogaram-me de repente
    Nas sarjetas da rua do desamparo
    Sob ovações e rosas de alegria

    Sempre sonhara com a liberdade
    Mas a liberdade que me deram
    Foi mais ilusão que liberdade

    Irmão sou eu quem grita
    Eu tenho fortes razões
    Irmão sou eu quem grita
    Tenho mais necessidade
    De gritar que de respirar
    Mas irmão fica sabendo
    Piedade não é o que eu quero
    Piedade não me interessa
    Os fracos pedem piedade
    Eu quero coisa melhor
    Eu não quero mais viver
    No porão da sociedade
    Não quero ser marginal
    Quero entrar em toda parte
    Quero ser bem recebido
    Basta de humilhações
    Minh'alma já está cansada
    Eu quero o sol que é de todos
    Ou alcanço tudo o que eu quero
    Ou gritarei a noite inteira
    Como gritam os vulcões
    Como gritam os vendavais
    Como grita o mar
    E nem a morte terá força
    Para me fazer calar.
    Organização Negra Nacional Quilombo ONNQ 20/11/1970 –
    quilombonnq@bol.com.br

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  59. Poema. Protesto de Carlos de Assunpção

    Mesmo que voltem as costas
    Às minhas palavras de fogo
    Não pararei de gritar
    Não pararei
    Não pararei de gritar

    Senhores
    Eu fui enviado ao mundo
    Para protestar
    Mentiras ouropéis nada
    Nada me fará calar

    Senhores
    Atrás do muro da noite
    Sem que ninguém o perceba
    Muitos dos meus ancestrais
    Já mortos há muito tempo
    Reúnem-se em minha casa
    E nos pomos a conversar
    Sobre coisas amargas
    Sobre grilhões e correntes
    Que no passado eram visíveis
    Sobre grilhões e correntes
    Que no presente são invisíveis
    Invisíveis mas existentes
    Nos braços no pensamento
    Nos passos nos sonhos na vida
    De cada um dos que vivem
    Juntos comigo enjeitados da Pátria

    Senhores
    O sangue dos meus avós
    Que corre nas minhas veias
    São gritos de rebeldia

    Um dia talvez alguém perguntará
    Comovido ante meu sofrimento
    Quem é que esta gritando
    Quem é que lamenta assim
    Quem é

    E eu responderei
    Sou eu irmão
    Irmão tu me desconheces
    Sou eu aquele que se tornara
    Vitima dos homens
    Sou eu aquele que sendo homem
    Foi vendido pelos homens
    Em leilões em praça pública
    Que foi vendido ou trocado
    Como instrumento qualquer
    Sou eu aquele que plantara
    Os canaviais e cafezais
    E os regou com suor e sangue
    Aquele que sustentou
    Sobre os ombros negros e fortes
    O progresso do País
    O que sofrera mil torturas
    O que chorara inutilmente
    O que dera tudo o que tinha
    E hoje em dia não tem nada
    Mas hoje grito não é
    Pelo que já se passou
    Que se passou é passado
    Meu coração já perdoou
    Hoje grito meu irmão
    É porque depois de tudo
    A justiça não chegou

    Sou eu quem grita sou eu
    O enganado no passado
    Preterido no presente
    Sou eu quem grita sou eu
    Sou eu meu irmão aquele
    Que viveu na prisão
    Que trabalhou na prisão
    Que sofreu na prisão
    Para que fosse construído
    O alicerce da nação
    O alicerce da nação
    Tem as pedras dos meus braços
    Tem a cal das minhas lágrima
    Por isso a nação é triste
    É muito grande mas triste
    É entre tanta gente triste
    Irmão sou eu o mais triste

    A minha história é contada
    Com tintas de amargura
    Um dia sob ovações e rosas de alegria
    Jogaram-me de repente
    Da prisão em que me achava
    Para uma prisão mais ampla
    Foi um cavalo de Tróia
    A liberdade que me deram
    Havia serpentes futuras
    Sob o manto do entusiasmo
    Um dia jogaram-me de repente
    Como bagaços de cana
    Como palhas de café
    Como coisa imprestável
    Que não servia mais pra nada
    Um dia jogaram-me de repente
    Nas sarjetas da rua do desamparo
    Sob ovações e rosas de alegria

    Sempre sonhara com a liberdade
    Mas a liberdade que me deram
    Foi mais ilusão que liberdade

    Irmão sou eu quem grita
    Eu tenho fortes razões
    Irmão sou eu quem grita
    Tenho mais necessidade
    De gritar que de respirar
    Mas irmão fica sabendo
    Piedade não é o que eu quero
    Piedade não me interessa
    Os fracos pedem piedade
    Eu quero coisa melhor
    Eu não quero mais viver
    No porão da sociedade
    Não quero ser marginal
    Quero entrar em toda parte
    Quero ser bem recebido
    Basta de humilhações
    Minh'alma já está cansada
    Eu quero o sol que é de todos
    Ou alcanço tudo o que eu quero
    Ou gritarei a noite inteira
    Como gritam os vulcões
    Como gritam os vendavais
    Como grita o mar
    E nem a morte terá força
    Para me fazer calar.
    Organização Negra Nacional Quilombo ONNQ 20/11/1970 –
    quilombonnq@bol.com.br

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  60. O PROTESTO 1955 / 2O15. 60 ANOS do Poeta CARLOS DE ASSUMPÇÃO o mestre que completa 88 anos de muitos parabéns num sábado de muita luz 23 de maio glorioso que realça valoriza nossa luta a historiasempre viva do poeta guerreiro Cassump de Ébano como disse o herói poeta angolano Agostinho Neto.
    CARLOS DE ASSUMPÇÃO seu nome esta realçado entre os maiores poetas do mundo e assim no Brasilnas principais obras da cultura afro brasileiro"A Mão Afro-Brasileira" Emanoel Araújo. “Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana” Nei Lopes. “EnciclopédiaQuem é quem na negritude brasileira” Eduardo de Oliveira.Enciclopédia“África Mãe dos Gênios Negros Afros Brasileiros” Jorge J. Oliveira entre outras obras. Os Dizeres dos grandes mestres sobre Carlos Assumpção diz Abdias do Nascimento é o meu poeta, Solano Trindade Protesto é minha alma, Geraldo Filmeme arrepia, Clovis Moura a lira de nossas revoltas, Barbosa sinto cada letra, Prof. Eduardo Oliveira minha inspiração, Luís Carlos da Vilaa alma da Kizomba,Tião Carreiro uma alegria triste, Milton Santos Diz tudo, Grande Otelo é oPoema Hino Nacional da luta da Consciência e Resistencia Negra Afro-brasileira.
    CARLOS DE ASSUMPÇÃO – O maior poeta da militância negra da historia do Brasil autor do poema o PROTESTO Hino Nacional da luta da Consciência eResistencia Negra Afro-brasileira. O poetaAssumpção é o maior ícone das lideranças e dos movimentos negrose afros brasileiras e uma das maiores referencias do mundo dos ativistas e humanistasem celebração completa 88 anos de vida. CARLOS DE ASSUMPÇÃO nasceu 23 de maio de 1927 em Tiete - SPe graças e as benções deOlorum88 anos de vida com sua família, amigos e nós da ORGANIZAÇÃO NEGRA NACIONAL QUILOMBO O. N. N. Q. FUNDADO 20/11/1970 (E diversas entidades e admiradores parabenizam o aniversario de 88 anos do mestre poeta negro Carlos Assumpção) temos a honra orgulho e satisfação de ligar para a histórica pessoa desejando felicidades, saúde e agradecer a Carlos de Assunpção pela sua obra gigante, em especial o poema escrito em 1955 o Protesto que para muitos é o maior e o mais significante poema dos afros brasileiros o Hino Nacional dos negros. “O Protesto” é o poema mais emblemático dos Afros Brasileiros e uns das América Negra, a escravidão em sua dor e as cicatrizes contemporâneas da inconsciência pragmática da alta sociedade permanente perversa no Poema “O Protesto” foi lançado 1958, na alegria do Brasil campeão de futebol, mas havia impropriedades e povo brasileiro era mal condicionado e hoje na Copa Mundial de Futebol no Brasil 2014 o poema “O Protesto” de Carlos de Assunpção está mais vivo com o povo na revolução para (Queda da Bas. Brasil.tilha) as manifestações reivindicatórias por justiça social econômica do povo brasileiro que desperta na reflexão do vivo protesto.
    O mestre Milton Santos dizia os versos do Protesto e o discurso de Martin Luther King, Jr. em Washington, D.C., a capital dos Estados Unidos da América, em 28 de Agosto de 1963, após a Marcha para Washington. «I have a Dream» (Eu tenho um sonho) foram os dois maiores clamores pela liberdade, direitos, paz e justiça dos afros americanos. São centenas de jornalistas, críticos e intelectuais do Brasil e de todo mundo que elogia a (O Protesto) (Manifestação que é negra essência poderosa na transformação dos ideais do povo) obra enaltece com eloquência o divisor de águas inquestionável do racismo e cordialidade vigente do Brasil Mas a ditadura e o monopólio da mídia e manipulação das elites que dominam o Brasil censuram o poema Protesto de Carlos de Assunpção que é nosso protesto histórico e renasce e manifesta e congregam os negros e todos os oprimidos, injustiçados desta nação que faz a Copa do Mundo gastando bilhões para uma ilusão de um mês que poderá ser triste ou alegre para o povo brasileiro este mesmo que às vezes não tem ou economiza centavos para as necessidades básicas e até para sua sobrevivência e dos seus. No Brasil
    .


    Organização Negra Nacional Quilombo ONNQ 20/11/1970 –
    quilombonnq@bol.com.br

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  61. Ótimas fotos retrata o sofrimento dos nossos irmãos negros

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  62. Duvido que em circunstancia nenhuma em que o fotógrafo estivesse agindo, existisse um negro no tronco levando chibatadas, não raro, até a morte, para que servisse de exemplo.

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  63. Duvido que em circunstancia nenhuma em que o fotógrafo estivesse agindo, existisse um negro no tronco levando chibatadas, não raro, até a morte, para que servisse de exemplo.

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    1. Parece que alguns esperavam fotos de castigos "ao vivo" para então crerem que a escravidão foi de fato cruel. A maior parte dos registros docum estais sobre a escravidão foi dizimada, daí o imenso valor desta mostra. Parabéns aos organizadores.

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    2. Parece que alguns esperavam fotos de castigos "ao vivo" para então crerem que a escravidão foi de fato cruel. A maior parte dos registros docum estais sobre a escravidão foi dizimada, daí o imenso valor desta mostra. Parabéns aos organizadores.

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  64. Pessoas , isto é a história do Brasil e todos temos obrigaçao de saber ! Não aconteceu só no Brasil, e apesar de toda evolução e anos transcorridos a maldade , intolerância e ignorância do ser humano continua,tira-se por aqui q ao invés da troca de conhecimento, trocam-se "farpas" por fatos q infelizmente não podemos mudar, pensem q podemos ser melhores do que nossos antepassados, afinal evoluímos através dos erros do passado..

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  65. O artigo e as fotos foram colocados à título de conhecimento, e não para discussão de quem é certo ou errado, injustiça houve e continua acontecendo, tá cheio de gente que adora levar vantagem em muitas situações do dia a dia e quer mostrar um lado santo que não tem com comentários sem fundamento para o título do artigo...a publicação é realmente valiosíssima !!!!

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    1. Cômoda a tua posição, ela é idêntica aos defensores desta tal escola sem partido que defende a não discussão e a não tomada de posição no sentido de reparar e transformar a sociedade em algo melhor do que foi e do que ainda é . O conhecimento Rosanabur não tem serventia nenhuma se for só para ilustrar , a mais alta função do conhecimento e gerar consciência transformadora , ativa e questionadora da realidade. Esta função só não convém para aqueles que as coisas continuem como estão , para manter seus privilégios assegurados .

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  66. Tem quem hoje aceite ou ache razoável aumentar jornada de trabalho e trabalhar sem garantias, sob o argumento falso de que isso melhoraria o país e a renda do próprio trabalhador. Tudo que o patrão tira ou deixa de dar ao trabalhador, em termos de direitos, reverte para o próprio patrão - do mesmo modo que as desonerações fiscais (não cobrar ou reduzir determinados impostos) não revertem para os consumidores e sim pra o empresário.

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    1. Concordo plenamente com o teu comentário , estas tais como os patrões chamam flexibilizações , são a volta ao século XVLLL , que marcou o inicio da Revolução industrial e a mais cruel exploração da classe trabalhadora. Só proponho-te respeitosamente , uma mudança de vocabulário , chamemo-nos de cidadãos e não de consumidores, termo largamente usado por aqueles que praticam e defendem a economia em prol do tal mercado, em detrimento dos verdadeiros produtores da riqueza.

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  67. Estas fotografias valem como documento histórico, de um período muito longo da nossa história , que serve de referência para entendermos porque sendo tão rico o nosso país, há nele tanta desigualdade e tanto preconceito. A escravidão gerou a sociedade brasileira aristocrática, violenta e injusta . Os efeitos dessa mazela original se fazem sentir até hoje, e é só a tomada de consciência e a ação conjunta de todos nos brasileiros pode não apagar , mas virar esta página de nossa história, rumo a uma sociedade mais humanitária e justa com todos os seus filhos , sobretudo com aqueles que derramam o suor do rosto na produção das riquezas do florão da América . É proibido esquecer é fundamental continuar a lutar !

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  68. Pelo que vi nos comentários as pessoas ignoram que havia categorias de escravos e estes na ilustração são os escravos que tinham acesso a casa grande e também os que conviviam com os senhores nas casas das cidades.por isto estão vestidos com indumentárias de luxo para um escravo.reparem que os que estão ao lado dá liteira estão descalços.a maioria sabiam ler e escrever e eram responsáveis pelo funcionamento das atividades dá residencia não era interessante neste período de plena pressão pelo abolicionismo por parte dá inglaterra,fotografar os escravos na senzala e nos Pelourinho públicos OK.Além disso li algumas coisas absurdas ditas por um rapaz que foram os próprios negros responsáveis pelas entrega dos negros para serem trazidos para a América.ora meu rei você celizacao branca mais escravocrata do que os romanos que escravizavam seus inimigos derrotados em guerra?E elas eram até mais brancos que eles os romanos? Porque os negros não podem também ser os vilões.essas colocações mostram nada mais do que uma forma de justificar algo que sempre foi natural a natureza humana:justificar com embasamento sociologico biológico(no caso dos negros)e religioso para legitimar o domínio das minorias quanto a serem os negros seus próprios alvores digo ainda que foram as próprias nações que fizeram a primeira revolução industrial que fomentaram as brigas no território africano por colocar dentro de um mesmo país africanos etinias inimigas meu caro. Sim toda essa divisão dá África em países foram feitas pelos europeus pra justamente lucrarem com o conflito seja na atualidade com o infraquecimento dos governos que ao invés de investir em avanços sócias investem em conflito trazendo atraso e colocando a África como eterna fornecedora de mão de obra barata e matéria prima quase de graça pra o mundo.como espero que isso tenha servido pra reflexão desapaixonada PS esqueci de frisar que estes mercenários eram de diferentes etnias e que eles eram os vencedores dos conflitos gerados pela Europa mercantilista e que assim entregavam os inimigos para serem escravizados nada que os homens braços nunca tenham feito aos seus irmão de derme na antiguidade OK? Parem de exigir do negro uma perfeição que vcs que se dizem superiores não tem.existem sim negros vilões assim com brancos também meu caro.

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    1. Não levem em conta os atravessos no texto pois escrevi no celular rsrs

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  69. vc acredita qui no nosso brasil ainda enziste pessoas que que fazer do trabalhado escravo eu sou empreiteiro de obras eu ja tive uma criente que queria fazer com vc ingualmente o tempo da escravidao trata com vc o pagamento enzigem que vc coloque os seus focionario pra trabalha e o pagamento nada segura vc so porque vc tem um contrato asinado por colque coizinha fala que nao te paga sabedo vc que esta td correto o que vc faria com este timpo de peçoa entregava o serviço ou cotinuava recebedo ondei dela sem ter motivo

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  70. A foto mais triste da criança branca com seus brinquedos... enquanto as crianças negras olhavam sem poder brincar... Criança é um ser tao puro ele não enxerga a cor nas pessoas... Imagina o sofrimento delas...

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  71. A dor não passou... o registro iconográfico ficou... mas, a dor não passou. Não façam isso com a nossa história!!!

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